Estado opera com apenas 28,1% do efetivo fixado em lei para a corporação
O estado de Rondônia opera com apenas 1,5 mil agentes na Polícia Civil, número distante do contingente de 5,3 mil profissionais fixado em legislação estadual.
O índice de preenchimento de vagas atinge 28,1% do quadro total, o que posiciona a corporação no topo do déficit dessa categoria no país. A distribuição espacial resulta no índice de um policial civil para cada 158 km² do território.
Os números constam no estudo Raio-X das Forças de Segurança, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base nas secretarias estaduais de segurança. O relatório destaca os impactos diretos da falta de pessoal na apuração de ocorrências, ao indicar que a carência de agentes “pode causar resultados negativos no trabalho policial, como a queda dos índices de elucidação de crimes”.
O levantamento revela quadros incompletos na Polícia Penal, com 35,8% do efetivo estipulado, e na Polícia Militar, com 57,4% das vagas preenchidas. O estudo apresenta remuneração média bruta de 13,9 mil reais na Polícia Civil, com vencimentos de 31,3 mil reais para delegados e 12,3 mil reais para investigadores, além de registrar a presença de 483 mulheres na instituição, o equivalente a 32,2% do total.
O governo do estado destinou R$ 28 milhões em verbas para a aquisição de equipamentos e sistemas de infraestrutura de rede para a Polícia Civil. O plano de investimentos incluiu a criação do Núcleo de Recuperação de Ativos e a contratação de softwares para investigação na internet.