Sou um prisioneiro de guerra, diz Maduro em audiência nos EUA
By Josineide Gonçalves da Silva

Sou um prisioneiro de guerra, diz Maduro em audiência nos EUA

Presidente venezuelano nega acusações, afirma inocência e segue preso após custódia em Nova York

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou nesta segunda-feira (5), em audiência de custódia no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, as acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado. Diante do juiz Alvin Hellerstein, ele se declarou inocente e disse ter sido sequestrado por forças dos Estados Unidos. “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, afirmou. “Ainda sou presidente do meu país”, acrescentou.

Durante a sessão, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram formalmente notificados das acusações, que também citam autoridades do governo venezuelano. O presidente negou qualquer envolvimento e atribuiu a ação a interesses sobre recursos estratégicos do país, como petróleo, gás e ouro. Especialistas questionam a robustez das provas e apontam que a Venezuela não é produtora de cocaína.

Após a audiência, o casal permaneceu detido no Centro Metropolitano de Detenção, em Manhattan. A defesa foi acompanhada por David Wikstrom, com atuação anunciada de Barry Pollack. Os advogados informaram que, por ora, não pedirão fiança. Uma nova audiência foi marcada para 17 de março.

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  • 5 de janeiro de 2026

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