Super El Niño ameaça produção de alimentos e economia global

Redação Plenário

A formação de um Super El Niño no Pacífico traz riscos ao abastecimento de alimentos, aumento da inflação e altos custos para reparar infraestruturas atingidas por desastres. (Foto: Agência Brasil)

Fenômeno climático pode inflacionar preços e exigir investimentos bilionários em reconstrução

A formação de um Super El Niño no Oceano Pacífico ameaça desestabilizar a economia global com a elevação do custo de vida. Eventos climáticos extremos como secas e enchentes tendem a prejudicar safras e reduzir a oferta de mantimentos no mercado. A retração na produção de insumos básicos pressiona os preços ao consumidor final.

A devastação de vias públicas e estruturas urbanas impõe gastos vultosos a governos e empresas privadas. No Rio Grande do Sul, a recuperação de um trecho rodoviário afetado pelas tempestades de 2024 recebeu estimativa de R$ 700 milhões. A paralisação temporária das atividades produtivas gera prejuízos financeiros adicionais ao setor produtivo.

Cientistas apontam mais de 90% de probabilidade de consolidação do fenômeno em intensidade máxima até o término do ano. As projeções indicam a manutenção dos efeitos severos durante o primeiro semestre de 2027. O impacto conjunto das perdas agrícolas e das despesas com reconstrução ameaça o ritmo de crescimento econômico mundial.

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