SUS começa a oferecer nove medicamentos contra o câncer

Redação Plenário

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (20) a oferta de nove medicamentos contra o câncer pelo SUS. (Foto: Agência Brasil)

Tratamentos poderão beneficiar mais de 116 mil pacientes; Rondônia está entre os 17 estados incluídos na primeira etapa de distribuição

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (20) o início da distribuição de nove medicamentos para o tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida contempla 13 indicações terapêuticas, incluindo tumores de mama, próstata, pulmão, rim, estômago e tireoide, além de linfomas e leucemia.

Segundo o governo federal, a ampliação poderá beneficiar mais de 116 mil pacientes em todo o país. Rondônia está entre os 17 estados incluídos na primeira etapa, que atenderá 20 centros especializados. O investimento anual na aquisição dos medicamentos será de R$ 155,4 milhões.

Entre os tratamentos estão o abemaciclibe, indicado para determinados casos de câncer de mama, e o trastuzumabe, que terá o uso ampliado para pacientes com câncer de estômago. Também serão disponibilizados acetato de lanreotida, pazopanibe, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, alfatirotropina e sunitinibe.

As indicações dependem do tipo de tumor, do estágio da doença e das condições clínicas de cada paciente. Parte desses medicamentos já havia sido incorporada ao SUS, mas ainda não estava disponível de forma efetiva nos serviços. O ministério prevê estender a distribuição aos demais centros oncológicos até dezembro, sem informar quais hospitais de Rondônia receberão os produtos inicialmente.

Medicamentos contra o câncer no SUS terão distribuição ampliada

A oferta faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para disponibilizar 23 novos tratamentos ou indicações terapêuticas até o fim de 2026, com previsão de ampliar em 35% as alternativas da rede pública. Para viabilizar a medida, o governo assumiu a negociação e a compra direta de dez medicamentos, organizou mecanismos de aquisição para outros nove e aumentou os repasses destinados ao custeio de quatro produtos.

O impacto financeiro estimado para o conjunto das ações é de R$ 4 bilhões por ano. O ministério também anunciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais para rastreamento do câncer colorretal em pessoas de 50 a 75 anos sem sintomas, com implantação gradual a partir de novembro.

Outra medida anunciada é o financiamento de cirurgias videotorácicas, utilizadas principalmente no tratamento de câncer de pulmão, com investimento previsto de R$ 46 milhões por ano. O governo também reajustará os valores pagos pelo SUS para procedimentos oncológicos, incluindo iodoterapia, administração de medicamentos e exames de diagnóstico. Os recursos anuais destinados à iodoterapia passarão de R$ 5,2 milhões para R$ 18 milhões. A pasta informou ainda que criará um grupo de trabalho para organizar uma linha nacional de atendimento ao retinoblastoma, câncer que atinge a retina e ocorre principalmente em crianças.

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