Túmulos são violados no Cemitério da Candelária em Porto Velho

Redação Plenário

O Cemitério da Candelária, patrimônio histórico de Porto Velho, teve túmulos violados e estruturas vandalizadas. (Foto: Secom PM PVH RO)

Vandalismo foi descoberto durante preparativos para a missa de Finados; prefeitura acionou autoridades e aguarda autorização para revitalizar o local

O Cemitério da Candelária, localizado em Porto Velho, foi alvo de vandalismo e violação de túmulos. A ocorrência foi descoberta na segunda-feira (2), durante os preparativos para a missa do Dia de Finados.

Após identificar os danos, a Prefeitura de Porto Velho registrou boletim de ocorrência e comunicou o caso ao Ministério Público de Rondônia (MPRO), ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e à Polícia Federal para adoção das providências cabíveis.

Criado por volta de 1908, o cemitério recebeu sepultamentos de trabalhadores e de pessoas ligadas à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). O espaço integra a história da formação de Porto Velho e reúne sepulturas de moradores que participaram do desenvolvimento da cidade no início do século XX. A violação atingiu um local associado à memória da ferrovia e das famílias que viveram na região durante aquele período.

Cemitério da Candelária aguarda projeto de revitalização. (Foto: Secom PM PVH RO)

O prefeito Léo Moraes (Podemos) condenou os atos e defendeu a identificação e punição dos responsáveis. A administração municipal informou que encaminhou ao Iphan, em 2025, um projeto de revitalização do cemitério. A proposta inclui cercamento da área, instalação de iluminação, vigilância permanente e construção de uma guarita para controlar o acesso ao espaço.

A prefeitura aguarda autorização do Iphan para iniciar os procedimentos de licitação e execução das intervenções previstas. Até o momento, não foram informados o custo estimado da obra, o prazo para implantação das medidas ou a identidade dos responsáveis pelo vandalismo. A violação de sepulturas será apurada pelas autoridades policiais, enquanto os órgãos acionados deverão avaliar os danos ao patrimônio histórico.

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