Vinte e duas pessoas morrem à deriva no Mar Mediterrâneo

Redação Plenário

Contrabandistas ajudam migrantes a embarcar em travessia pelo Canal da Mancha, a partir da praia de Gravelines, no norte da França. — (Foto: AFP/Sameer Al-Doumy)

Sobreviventes relatam que corpos de vítimas foram lançados ao mar durante travessia entre Líbia e Grécia

As autoridades da Grécia confirmaram a morte de 22 pessoas que tentavam atravessar o Mar Mediterrâneo em uma embarcação precária. O grupo de sobreviventes, composto por 26 cidadãos de Bangladesh, Chade e Sudão do Sul, recebeu auxílio da agência Frontex após o motor do bote falhar. Dois resgatados permanecem sob cuidados médicos em um hospital de Heraclião devido ao estado crítico de saúde após o período de deriva.

“Os corpos das vítimas acabaram lançados ao mar por ordem dos responsáveis pelo transporte”, afirmaram os guardas-costeiros gregos com base em depoimentos colhidos no porto. A polícia local deteve dois homens suspeitos de integrar redes de tráfico humano e de operar a logística da viagem ilegal. Os detidos possuem 19 e 22 anos e devem responder por homicídio culposo perante o sistema judiciário europeu.

O fluxo de travessias irregulares pelo Mediterrâneo apresenta aumento na letalidade neste início de ano, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações. O balanço aponta que o número de óbitos em janeiro e fevereiro superou os registros do mesmo intervalo do ano anterior. A Comissão Europeia defende o endurecimento das políticas de controle e a ampliação da vigilância nas rotas marítimas entre a África e o continente europeu.

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