Estado responde por 11% dos cidadãos repatriados em voos custeados pelo governo americano
O estado de Rondônia aparece em destaque no levantamento do Ministério dos Direitos Humanos sobre a repatriação de cidadãos que ingressaram de forma irregular no território norte-americano. Entre janeiro de 2025 e 30 de abril de 2026, o serviço de imigração dos Estados Unidos enviou de volta ao Brasil 4.199 pessoas. O balanço aponta que outros 17 mil brasileiros permanecem em centros de detenção estrangeiros à espera de voos para o retorno forçado.
Os dados estatísticos indicam que Minas Gerais concentra metade do fluxo de retorno do país. Logo em seguida, Rondônia registra 11% do total de deportações oficiais, índice que supera o estado de São Paulo, responsável por 10% das ocorrências registradas no período. A maioria dos imigrantes desembarca no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, por meio de 51 voos fretados e pagos pela administração federal americana.
O perfil predominante do grupo monitorado aponta para homens jovens que viajam desacompanhados com o objetivo de inserção no mercado de trabalho informal. Os registros detalham que os imigrantes exerciam atividades com jornadas diárias acima de oito horas, concentrados nos estados de Massachusetts, Nova York, Nova Jersey e Flórida. O governo federal atua na recepção desse público com serviços de assistência médica e reinserção profissional por meio de programa social.