Manifestantes realizam a 17ª edição da Pedalada Pelada na Avenida Paulista para denunciar a vulnerabilidade de quem utiliza a bicicleta como transporte
Dezenas de ciclistas percorreram a Avenida Paulista e ruas da região central de São Paulo sem roupas durante a tarde de sábado.
O protesto mundial, conhecido como World Naked Bike Ride, busca dar visibilidade à fragilidade do corpo humano diante dos veículos motorizados.
Os manifestantes utilizaram pinturas corporais e frases de efeito para exigir o cumprimento do Código de Trânsito Brasileiro.
A concentração do grupo ocorreu na Praça do Ciclista, onde os participantes prepararam as bicicletas com faixas e cartazes de conscientização.

A organização do evento reforça que a nudez funciona como uma metáfora para a exposição ao perigo diário nas vias urbanas. O trajeto seguiu por vias importantes da cidade sob monitoramento de agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego.
“Nossa nudez é a forma mais direta de mostrar como estamos desprotegidos contra o aço dos carros”, afirmou André Pasqualini, organizador do protesto em São Paulo.
Segundo o ativista, o índice de mortalidade de usuários de bicicleta permanece alto devido à desatenção dos motoristas e à descontinuidade das ciclovias. O grupo defende a redução da velocidade máxima em vias arteriais como medida preventiva.
O ato terminou sem registros de incidentes graves ou confrontos com as forças de segurança pública presentes no local.
Dados recentes da Secretaria de Segurança Pública indicam a necessidade de maior investimento em sinalização e educação para o compartilhamento das ruas.
O movimento pretende levar as pautas de mobilidade urbana para discussão em audiências públicas na Câmara Municipal nos próximos meses.
