Inteligência Artificial chega a 18% dos centros de saúde no Brasil

Redação Plenário

Uso de IA melhora atendimento ao público nas unidades de saúde. (Foto: © Ascom/Secretaria da Saúde do Estado (Sesab))

Levantamento do CGI.br aponta maior adesão tecnológica em unidades privadas e gargalos de custo

A pesquisa TIC Saúde, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, indica a presença de sistemas de inteligência artificial em 18% dos estabelecimentos médicos do país. O levantamento contou com entrevistas de 3.270 gestores de unidades públicas e privadas. Os dados mostram uma concentração maior de recursos tecnológicos no setor particular em comparação ao atendimento estatal.

As instituições aplicam as ferramentas principalmente na estruturação de fluxos administrativos e no reforço da segurança digital. O gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, afirma que a rápida disseminação destas tecnologias exigiu a ampliação das investigações sobre a incorporação dos sistemas. A eficiência nos tratamentos e o suporte logístico também figuram entre os usos mais frequentes relatados pelos profissionais.

O setor enfrenta obstáculos para a consolidação das inovações em hospitais de grande porte. Os gestores mencionam o impacto financeiro elevado e a ausência de diretrizes institucionais como freios ao avanço técnico. A coordenadora Luciana Portilho ressalta que a adoção ética e segura depende de especialistas preparados para lidar com dados sensíveis de pacientes.

O relatório aponta ainda a oferta de serviços digitais como agendamento de consultas e acesso remoto a resultados laboratoriais. Outras vertentes tecnológicas, como a internet das coisas e a robótica, registram índices de adoção inferiores ao da inteligência artificial. O monitoramento das tendências digitais busca orientar o desenvolvimento de marcos regulatórios para a medicina brasileira.

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