Dados do Enade revelam desempenho inferior do ensino a distância em relação ao presencial
O Ministério da Educação apresentou o balanço do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes das Licenciaturas. Os dados apontam que 53,1% dos concluintes de cursos de formação de professores na modalidade a distância obtiveram desempenho insuficiente na avaliação oficial. Em contrapartida, as graduações presenciais registraram um índice de proficiência de 73,9% entre os estudantes avaliados.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, confirmou o encerramento definitivo das licenciaturas totalmente digitais no país até maio de 2027. A determinação ministerial estabelece a migração obrigatória das grades curriculares para os formatos presencial ou semipresencial. “Aqueles alunos que estavam matriculados nesses cursos não poderão migrar para outros. Mas todos os cursos estão migrando para uma situação de semi-presencialidade ou presencialidade”, declarou o chefe da pasta.
O levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira indica que 60,51% dos cursos de formação docente em EAD receberam as notas mais baixas do indicador de qualidade. As instituições de ensino superior públicas federais e estaduais lideraram os índices de aproveitamento positivo na prova. O governo federal aplicará um monitoramento sistemático e suspenderá a renovação automática de reconhecimento dos cursos com conceitos desfavoráveis.
A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marta Abramo, manifestou expectativas positivas quanto ao uso do novo modelo de avaliação anual para balizar a fiscalização do setor. O presidente do Inep, Manuel Palacios, ressaltou o caráter histórico da implementação de um sistema específico para aferir a qualidade da formação docente no Brasil. A ferramenta servirá para subsidiar políticas públicas voltadas à melhoria do aprendizado na educação básica.