Nova onda de óculos inteligentes gera debates sobre privacidade

Redação Plenário

Um executivo do Google usando o Google Glass em 2013. (Foto: PA Wire)

Dispositivos com câmeras discretas provocam queixas de captação de imagens sem consentimento em locais públicos

O mercado de dispositivos vestíveis aponta a venda de mais de sete milhões de unidades de óculos equipados com captação audiovisual. Os aparelhos possuem lentes convencionais integradas a sistemas de som e câmeras de dimensões reduzidas nas armações. A facilidade para o acionamento dos registros gera relatos de filmagens de pedestres sem prévia autorização em áreas urbanas.

A organização corporativa repassa as diretrizes de conduta para a utilização dos aparelhos aos compradores por meio dos termos de adesão. “Temos equipes dedicadas a limitar e combater o uso indevido, mas, como acontece com qualquer tecnologia, a responsabilidade final é das pessoas de não explorá-la ativamente”, comunicou o porta-voz da Meta, Tracy Clayton. Duas ações judiciais correm em tribunais externos sob a alegação de envio inconsciente de arquivos para servidores da empresa.

Empresas concorrentes do setor de tecnologia preparam o lançamento de modelos similares com recursos de realidade aumentada para o próximo ciclo de negócios. Especialistas em segurança jurídica apontam dificuldades para a fiscalização da proibição de filmagens em ambientes restritos, como hospitais, tribunais e salas de cinema. O histórico da categoria registra a retirada de circulação de produtos predecessores devido à rejeição popular contra monitoramentos sem aviso.

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