Moradores de Águas Claras que possuem polidactilia usam a condição genética para incentivar a seleção brasileira
Os integrantes da família Silva, residentes na região administrativa de Águas Claras, acompanham o início do campeonato de futebol com uma motivação particular para a conquista do troféu. Dos 20 membros do grupo familiar, 14 apresentam polidactilia, uma alteração genética que resulta na presença de um dedo excedente em cada uma das mãos. A característica hereditária se manifesta de forma contínua e já atinge quatro gerações de parentes.
O fenômeno biológico é tratado com naturalidade e descontração no ambiente doméstico entre os moradores da residência. Silvia Santos da Silva integra a terceira geração de pessoas com a mutação genética e relata o comportamento dos parentes diante da situação. “Na minha casa, o problema é quem não tem seis dedos. Quem nasce com cinco é uma frustração”, explicou a moradora sobre a dinâmica familiar.
Os parentes utilizam a condição das mãos para simbolizar o objetivo esportivo da equipe nacional no torneio deste ano. O jovem João de Assis, pertencente ao grupo de descendentes mais novos do clã, manifestou otimismo em relação ao desempenho dos atletas brasileiros nos gramados. “Eu já sou hexa. O Brasil é que tem que correr atrás, né?”, declarou o estudante sobre a expectativa do título.