Estudo aponta cerca de 300 mil idosos com TEA no Brasil
By Josineide Gonçalves da Silva

Estudo aponta cerca de 300 mil idosos com TEA no Brasil

Diagnóstico tardio traz alívio e expõe lacunas na atenção à saúde do envelhecimento

Cerca de 0,86% dos brasileiros com 60 anos ou mais vivem com algum grau de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que representa aproximadamente 306 mil pessoas, segundo análise do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná com base no Censo 2022. A taxa é ligeiramente maior entre homens do que entre mulheres, em um cenário no qual o TEA segue subdiagnosticado na velhice, apesar de ser uma condição ao longo da vida.

“Do ponto de vista das políticas públicas de saúde, esses dados reforçam a importância de desenvolver estratégias para a identificação e o apoio a adultos mais velhos com TEA”, Uiara Raiana Vargas de Castro Oliveira Ribeiro, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da PUCPR. Ela observa que o reconhecimento ainda é limitado e que há maior exposição a comorbidades como ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares e disfunções metabólicas, além de barreiras de acesso causadas por dificuldades de comunicação e sobrecarga sensorial.

“O diagnóstico é frequentemente recebido com alívio, porque o idoso sente que oferece uma explicação para dificuldades interpessoais e sensoriais vivenciadas ao longo da vida”, Uiara Raiana Vargas de Castro Oliveira Ribeiro, pesquisadora da PUCPR. A especialista destaca que sinais podem ser confundidos com outros transtornos ou com demência, somados à escassez de profissionais capacitados, o que reforça a necessidade de políticas específicas e capacitação contínua.

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  • 5 de janeiro de 2026

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