Financiamento em área dos povos Akuntsu e Kanoê motiva ação na Justiça Federal
Um imóvel com sobreposição no território Rio Omerê obteve verbas do Banco do Brasil na divisa dos municípios de Chupinguaia e Corumbiara. Diante dos fatos, o Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça para interromper o repasse e cobrir impactos na área dos povos Akuntsu e Kanoê.
A apuração começou após levantamento do Greenpeace com dados do Banco Central. Na petição, o Ministério Público Federal afirma que o banco operou com “cegueira deliberada” ao manter o contrato, pois a checagem “falhou ao não identificar a área como terra indígena no momento da contratação”.
O órgão requer o pagamento de R$ 1 milhão para projetos de fiscalização e a contratação de fiscalização externa para os programas da empresa. “A falha foi amplificada pela extrema vulnerabilidade dos povos que habitam a Terra Indígena Rio Omerê”, aponta o documento do Ministério Público Federal.