Livreiros relatam megapedidos de obras destinadas à digitalização e destruição por grandes modelos de linguagem
Livreiros independentes em diversos países relatam um aumento atípico nas vendas de acervos de livros usados. Estabelecimentos como a livraria Barter Books, no Reino Unido, registraram compras em lote capazes de igualar o volume normal de uma semana inteira de trabalho.
A movimentação aponta para a aquisição massiva por empresas de inteligência artificial interessadas no processamento de textos raros e fora de catálogo.
A prática ganhou respaldo após uma decisão judicial nos Estados Unidos liberar o uso de obras físicas compradas para o treinamento de modelos de linguagem. O processo envolve a remoção das lombadas dos exemplares para acelerar o escaneamento das páginas em escala industrial. Documentos judiciais revelam que companhias do setor adotam a estratégia para alimentar seus bancos de dados com materiais diversificados.
A destruição dos exemplares físicos gera debates éticos no setor editorial e entre os proprietários dos sebos. Enquanto parte dos comerciantes avalia o processo como uma alternativa para obras encalhadas há anos nas prateleiras, especialistas alertam para o risco de perda de edições históricas. Representantes das empresas de tecnologia afirmam que a seleção evita o descarte de obras raras ou de valor de antiquário. Informações são da BBC Mundo.