Relatório da Organização Meteorológica Mundial aponta aumento histórico de temperatura e expansão de eventos climáticos extremos
A América Latina e o Caribe enfrentam a elevação de temperatura mais rápida desde o início dos registros históricos. O relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), apresentado em Brasília, aponta o período entre 1991 e 2025 como o intervalo com maior aquecimento na região. Os dados indicam que o México lidera o índice inflacionário do clima na região, com incremento expressivo nas médias térmicas sazonais.
Os indicadores ambientais expõem a retração de geleiras terrestres e a modificação no regime de chuvas em diversos países americanos. Cidades no México, Paraguai e Brasil registraram marcas históricas acima de 40°C no último ano. O monitoramento técnico associa o calor extremo ao aumento de complicações na saúde pública e à subnotificação de óbitos em decorrência do estresse térmico.
“Os sinais de um clima em transformação são inequívocos em toda a América Latina e o Caribe”, afirmou Celeste Saulo, secretária-geral da instituição internacional.
O levantamento detalha o comportamento irregular das precipitações, com enchentes severas na Região Sul do Brasil e agravamento da estiagem no Nordeste. A bacia amazônica apresenta ampliação na duração do período de seca e maior intensidade nas tempestades concentradas. A análise oceanográfica constatou ainda o aumento da acidez das águas no Atlântico e no Pacífico devido à retenção de dióxido de carbono.