País registra mais de R$ 9 milhões de ocorrências em seis meses após novas regras de notificação
O total de indícios de fraudes financeiras no país subiu 10,26% nos primeiros seis meses deste ano. O volume superou a marca de 9 milhões de registros entre casos suspeitos e confirmados. No período anterior, o indicador apontava 8,26 milhões de ocorrências no território nacional.
A base de dados da empresa Quod indica que a alta decorre da fiscalização determinada pela Resolução 501 do Banco Central. A norma ampliou a troca de informações entre as instituições bancárias. O celular concentrou 78% das ações, enquanto o Pix serviu de canal em 85% das movimentações.
O diretor de produtos e dados da Quod, Danilo Coelho, explicou o cenário. “O aumento de 10% no volume de fraudes em relação ao semestre anterior reflete, na verdade, o amadurecimento das defesas do mercado financeiro. Com a consolidação da Resolução 501 do Banco Central, as instituições passaram a compartilhar informações de forma muito mais ativa via base Rufra, detectando e trazendo à tona tentativas de golpes que antes ficavam subnotificadas no sistema”, afirmou o executivo.
Os jovens de 18 a 34 anos lideram as estatísticas e respondem por quase metade das vítimas. O levantamento também revelou que os golpes de engenharia social somam 40% dos casos apurados. O público com renda de até dois salários mínimos representa a maior parcela dos cidadãos afetados.