Capital entra no período de maior risco da estiagem com fumaça no horizonte, baixa umidade e condições favoráveis à propagação do fogo.
Porto Velho voltou a registrar fumaça no horizonte às vésperas de uma das fases de maior risco de incêndios em Rondônia. A combinação entre redução das chuvas, baixa umidade, calor e vegetação seca cria condições para o avanço do fogo durante o restante de agosto e setembro. O cenário ainda está abaixo do observado em 2024, quando a capital enfrentou episódios de poluição atmosférica provocados pelas queimadas.
Segundo o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a fumaça percebida na cidade tem mais de uma origem. Há influência de incêndios próximos a Porto Velho, mas correntes de ar também transportam material produzido pelo fogo em outras regiões da Amazônia. Quanto menor a distância do foco, maior pode ser a presença da poluição nas camadas próximas à superfície.
A preocupação aumenta por causa do histórico recente. Em 2024, a fumaça das queimadas cobriu Porto Velho durante parte da estiagem e reduziu a visibilidade em diferentes períodos. Dois anos depois, o retorno da névoa ocorre antes do fim do verão amazônico, época na qual terrenos, pastagens e áreas de vegetação ficam mais suscetíveis ao fogo. Incêndios urbanos também representam risco quando a queima de lixo ou a limpeza de terrenos alcança áreas próximas.
As condições meteorológicas das próximas semanas terão peso sobre a evolução do quadro. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acompanha a estiagem na Região Norte, enquanto órgãos ambientais e de monitoramento observam focos de calor e incêndios. Com setembro ainda pela frente e o retorno regular das chuvas distante, Porto Velho entra no trecho da estação seca que exige maior atenção para a ocorrência de queimadas e para os efeitos da fumaça sobre a qualidade do ar.