Candidatos à Presidência apresentam planos distintos para controlar gastos públicos, estimular empregos e financiar programas sociais
Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam propostas diferentes para a economia brasileira no segundo turno das eleições de 2026. Lula defende a manutenção do arcabouço fiscal, investimentos em infraestrutura, programas sociais e valorização dos salários.
Flávio propõe reduzir a estrutura do governo, cortar despesas administrativas e diminuir impostos. As duas campanhas reconhecem a necessidade de controlar o crescimento da dívida pública, mas divergem sobre as medidas para alcançar esse objetivo.
Na área fiscal, Lula pretende manter os limites de crescimento das despesas e buscar aumento da arrecadação por meio da atividade econômica e da tributação das rendas mais altas. Flávio defende substituir a regra fiscal por um mecanismo associado à trajetória da dívida, além de reduzir ministérios e cargos comissionados.
Em agosto, a coordenadora econômica de sua campanha, Daniella Marques, afirmou que o plano prevê um ajuste equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), aproximadamente R$ 190 bilhões, com base nos dados de 2025.
Propostas econômicas de Lula e Flávio Bolsonaro incluem trabalho e renda
Na política trabalhista, Lula defende a valorização do salário mínimo acima da inflação e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem diminuição da remuneração. Flávio Bolsonaro propõe modalidades de contratação com custos menores para empregadores e regras de negociação da jornada.
Na produção, o candidato do PT prioriza infraestrutura, indústria e energia renovável, enquanto o representante do PL apresenta medidas para o agronegócio, transporte de mercadorias, armazenamento de safras e produção de fertilizantes.
Os dois candidatos afirmam que pretendem manter programas como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular. Lula propõe financiar essas políticas com arrecadação, crescimento econômico e controle das despesas.
Flávio sustenta que a redução de gastos administrativos permitirá preservar os benefícios, mas ainda há dúvidas sobre os cortes previstos. Em agosto de 2026, a dívida pública brasileira atingiu 82,9% do PIB. Entre 2023 e 2025, a economia cresceu, em média, 2,9% ao ano, enquanto o período de 2019 a 2022 registrou crescimento médio de 1,4%.