Marcos Rocha autoriza viagens de assessores com informações reservadas

Redação Plenário

Os decretos não esclarecem quais dados estão protegidos pelo sigilo nem se o governo poderá divulgar parcialmente o itinerário, os custos e os objetivos dos deslocamentos. (Foto: Secom Gov Ro)

Decretos preveem deslocamentos entre 6 e 21 de novembro, com despesas pagas pelo governo estadual; destino e finalidade não constam dos atos publicados

O governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSD), autorizou viagens de integrantes do primeiro escalão e assessores do governo com despesas custeadas pelo Estado e informações classificadas como reservadas.

Os decretos foram publicados no Diário Oficial desta quarta-feira (28) e estabelecem deslocamentos a partir de 6 de novembro, sem divulgar os destinos e a finalidade das viagens.

Entre os servidores autorizados estão a secretária-executiva do Gabinete do Governador, Rute Carvalho Silva Pedrosa; o secretário-chefe da Casa Militar, Valdemir Carlos de Góes; o subchefe da Casa Militar, Alexandre Gonçalves Viana; a coordenadora-geral do Gabinete, Maricleide Lima da Fonseca; e o coordenador de Comunicação e Mídia, Rafaely Delmondes da Silva. Para esse grupo, o período autorizado vai de 6 a 15 de novembro.

Governo de Rondônia não detalha destino das viagens

Outros dois decretos autorizam deslocamentos do secretário de Integração em Brasília, Augusto Leonel de Souza Marques, de 6 a 15 de novembro, e do diretor-executivo da Superintendência Estadual de Gestão dos Gastos Públicos Administrativos (Sugesp), Germano de Sousa Júnior, de 6 a 21 de novembro.

Os três atos estão vinculados ao processo administrativo nº 0014.002961/2026-47 e mencionam informações classificadas em grau reservado, com fundamento na legislação estadual. As publicações não apresentam os valores de passagens, diárias ou demais despesas previstas.

A classificação de informações como reservadas está sujeita a requisitos legais e não significa, por si só, irregularidade. Os decretos não esclarecem quais dados estão protegidos pelo sigilo nem se o governo poderá divulgar parcialmente o itinerário, os custos e os objetivos dos deslocamentos

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