Empresa assume área na Floresta Nacional do Bom Futuro com foco em créditos de carbono
A empresa Re.green Participações S.A. arrematou o direito de restaurar áreas na Floresta Nacional do Bom Futuro durante leilão na Bolsa de Valores de São Paulo.
O contrato estabelece a recuperação de mais de 12 mil hectares em uma área total de 90 mil hectares na unidade de conservação rondoniense. O modelo de negócio prioriza a regeneração da vegetação nativa em substituição ao tradicional manejo para extração de madeira em terras públicas.
“Eu considero que é uma vitória do setor de restauração ecológica como um todo”, afirma Thiago Picolo, CEO da empresa vencedora. A viabilidade econômica do projeto depende da comercialização de créditos de carbono, com previsão de gerar 1,3 milhão de toneladas de CO₂ equivalente no período da concessão. A proposta vencedora inclui o repasse de 0,70% da receita operacional bruta ao Tesouro Nacional como contrapartida pelo uso do território.
O edital inédito prevê a bonificação da concessionária pela contratação de mão de obra indígena e destina recursos para a comunidade Karitiana.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, defende que o formato concilia a preservação com o retorno financeiro. Segundo a ministra, “o retorno tem o retorno que é para todos nós e o retorno a partir dos créditos de carbono”. O Serviço Florestal Brasileiro acompanhou o diálogo com os povos locais para estruturar os encargos acessórios do contrato administrativo.