Balanço do primeiro trimestre aponta alta de 82,3% nas perdas da estatal após queda nas receitas e provisões para ações trabalhistas
Os Correios fecharam o primeiro trimestre de 2026 com saldo negativo de R$ 3,16 bilhões. Os dados constam nas demonstrações financeiras da empresa pública. A cifra indica uma elevação substancial na comparação com os primeiros três meses do ano passado, momento em que o déficit somou R$ 1,72 bilhão.
A administração da companhia atribui o indicador ao encolhimento na arrecadação com postagens internacionais e com o segmento de encomendas. Houve também influência do avanço nos encargos financeiros. O balanço aponta que a receita bruta recuou 2,2%, com total de R$ 4,04 bilhões no intervalo de janeiro a março.
A consolidação das contas sofreu impacto direto da reserva contábil voltada a litígios na Justiça do Trabalho. A estatal direcionou R$ 1,06 bilhão para suprir essas provisões operacionais. O ajuste no balanço decorre de orientações de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União e a Controladoria-Geral da União.
O patrimônio líquido da corporação alcançou a marca de R$ 16,2 bilhões negativos ao fim de março. A direção da estatal mantém a execução de metas de reestruturação para obter corte de custos e reverter o histórico de deficit. A meta interna prevê o restabelecimento do equilíbrio financeiro e a volta dos lucros a partir de 2027.