TCE amplia suspensão de licitação de poços em Rondônia de R$ 227 milhões

Redação Plenário

O TCE ampliou a suspensão de atas vinculadas à contratação de estudos, perfuração e instalação de poços em Rondônia. (Foto: Divulgação)

Decisão impede novos estudos e ordens de serviço após fiscalização apontar risco de duplicação de investimentos em 13 municípios.

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia ampliou a suspensão de contratações decorrentes da licitação de poços da Secretaria de Estado de Obras e Serviços Públicos (Seosp), com estimativa global de R$ 227.958.673,23.

A decisão do conselheiro relator José Euler Potyguara Pereira de Mello alcança a Ata de Registro de Preços nº 52/2025, dos lotes 2 e 3 do Pregão nº 90245/2024, destinados a estudos geofísicos pela empresa Perfugel – Perfurações Geológicas Ltda.

Segundo a fiscalização, não foi demonstrada a articulação da contratação com o colegiado responsável pelo planejamento dos serviços de água e esgoto na microrregião.

Os técnicos apontaram sobreposição de investimentos em 13 municípios entre os estudos contratados e o projeto de concessão do saneamento estruturado com o BNDES. A ata estava em execução e havia sido prorrogada por 12 meses, com possibilidade de novas despesas.

Antes dessa decisão, o Tribunal havia suspendido a Ata nº 33/2025 por indícios de fraude, falhas na habilitação e divergências na publicação. A apuração também questiona a homologação em favor do Consórcio Unipoços Rondônia, que teria sido constituído após a disputa.

Os estudos da Perfugel haviam sido preservados, mas a nova ordem impede novas adesões, ordens de serviço e início de estudos. Podem ser concluídos aqueles cuja ordem tenha sido emitida e cuja execução tenha começado antes da notificação.

Seosp e Supel deverão comprovar o cumprimento da suspensão em cinco dias, sob pena de multa. Em 15 dias, a Secretaria de Obras terá de apresentar documentos sobre o planejamento, a operação dos poços, os estudos e os pagamentos.

Célio dos Santos Ferreira, secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente em exercício da Microrregião de Águas e Esgotos, deverá esclarecer a participação do colegiado no mesmo prazo. As empresas também poderão se manifestar em 15 dias, e a suspensão permanece até nova deliberação.

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