Reportagem encontrou ao menos 35 links que levam a ofertas do material.
Uma reportagem do g1 identificou ao menos 35 links publicados no TikTok que levam à oferta de material de abuso sexual infantil. A maior parte direciona usuários ao Telegram, onde ocorrem as negociações. Segundo a apuração, os criminosos anunciam valores de R$ 10 a R$ 150 e aceitam Pix ou criptomoedas.
Os caminhos para as ofertas aparecem em comentários de vídeos que, em alguns casos, não têm relação aparente com o material. Investigadores da Polícia Federal ouvidos pela reportagem afirmaram que pagamentos por Pix deixam registros que podem ajudar a identificar compradores e vendedores. A reportagem também encontrou casos de uso de contas de terceiros para receber o dinheiro.
Lei prevê prisão por venda de material de abuso sexual infantil no Telegram
A lei sancionada em agosto de 2026 prevê pena de quatro a dez anos de prisão, além de multa, para quem produz ou vende esse material. Para quem adquire, possui ou armazena os arquivos, a pena é de três a seis anos e multa. “Desde quem produz até quem vende e quem recebe, toda essa cadeia está passível de ser responsabilizada e deve ser responsabilizada por esse crime”, disse Ana Cláudia Cifali, do Instituto Alana.
O Telegram afirmou que proíbe a distribuição desse conteúdo e que removeu mais de 339 mil grupos e canais relacionados ao material em 2026. O TikTok disse que exclui publicações e contas envolvidas: “Removemos esse conteúdo rapidamente e banimos permanentemente as contas envolvidas.” Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque 100; situações de risco imediato devem ser comunicadas à polícia pelo 190.