Vazio sanitário da soja começa em Rondônia para deter fungo

Redação Plenário

A restrição impõe a destruição total de plantas vivas para quebrar o ciclo de transmissão da ferrugem asiática antes da próxima safra. (Foto: Dhiony Costa e Silva _ Secom Gov Ro)

Produtores rurais devem eliminar plantações por 90 dias para frear avanço da ferrugem asiática

A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) iniciou a fiscalização para o cumprimento do vazio sanitário da soja em todo o estado. A determinação suspende o cultivo do grão por 90 dias, inclusive em sistemas irrigados ou em consórcio com outras culturas agrícolas.

O monitoramento das equipes técnicas foca na erradicação do fungo Phakopsora pachyrhizi, microrganismo causador da ferrugem asiática que necessita do hospedeiro vivo para a própria sobrevivência.

A regulamentação deste ano estende a obrigação de corte para os vegetais voluntários que germinam de forma espontânea após o período de colheita. A concessionária responsável pela BR-364 recebeu a incumbência de erradicar os espécimes que nascem às margens da rodovia federal devido à queda de grãos durante o transporte. Os agricultores que mantiverem plantas ativas em propriedades rurais ficam sujeitos a sanções administrativas e multas previstas na legislação ambiental vigente.

Os técnicos do setor agropecuário apontam que a ausência total da cultura nos meses de entressafra reduz a proliferação da praga para o ciclo produtivo seguinte. A coordenação da Idaron planeja vistorias contínuas e ações de orientação nas comunidades agrícolas para garantir o cumprimento da norma sanitária. A expectativa dos órgãos estaduais envolve a diminuição da necessidade de defensivos químicos nas lavouras e a consequente redução nos custos operacionais dos agricultores.

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