MPF processa empresa por extração clandestina de minérios em Rondônia

Redação Plenário

O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra a empresa Norte Sul Terraplanagem e quatro gestores pela exploração ilegal de 137 mil metros cúbicos de areia, cascalho e saibro na Gleba Pública Federal Corumbiara, em Vilhena. (Foto: Divulgação)

Ação civil pública aponta prejuízo de 5,4 milhões de reais em terras da União

A atividade ilegal funcionava em duas frentes com estruturas de beneficiamento e alojamento desde 2019. O monitoramento por satélite do Ministério Público Federal confirmou a localização das cavas dentro de território de domínio da União. Os envolvidos mantiveram a retirada do material mesmo após autuações e ordens de paralisação emitidas pelo Ibama e pela Agência Nacional de Mineração.

A perícia da Polícia Federal realizada com o uso de drones constatou o avanço da degradação ambiental na área bloqueada. Os relatórios indicam marcas recentes de escavação nos barrancos e movimentação diária de veículos de carga nas estradas de acesso. Os responsáveis pelo empreendimento não apresentaram plano de recuperação para a cobertura vegetal afetada.

A análise das mensagens dos telefones celulares apreendidos demonstrou a continuidade das transações comerciais até o fim do ano retrasado. O inquérito policial aponta que os acusados transferiram o controle da firma para um intermediário fictício com o objetivo de proteger o patrimônio contra futuras decisões judiciais. O processo principal tramita na Subseção Judiciária de Vilhena.

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