Zanin comunicou o caso ao MPF e à OAB e aplicou multa ao advogado
O Supremo Tribunal Federal (STF) identificou comandos ocultos em uma petição apresentada em um processo sobre cotas raciais para ingresso no Ministério Público de Minas Gerais.
Segundo a Corte, o texto buscava influenciar ferramentas de inteligência artificial do tribunal para obter uma decisão favorável. O STF descreveu o caso como uma tentativa; não informou que o comando tenha alterado uma decisão.
Inteligência artificial no STF identificou tentativa em petição
A tentativa foi detectada por uma ferramenta desenvolvida pelo setor de tecnologia do Supremo para reconhecer interferências desse tipo. O ministro Cristiano Zanin, relator do processo, registrou o episódio nos autos e determinou o envio das informações ao Ministério Público Federal (MPF), para apurar eventual crime.
Zanin também mandou comunicar o caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que poderá analisar a conduta do advogado responsável pela petição. O ministro aplicou ao defensor multa de dois salários mínimos por violação do dever de lealdade processual.